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TRATAMENTO PERCUTÂNEO DA ESTENOSE DA ARTÉRIA RENAL (E. A. R.)

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No entanto por se tratar de doença de envolvimento sistêmico, a aterosclerose atinge também a vasculatura periférica, levando a prejuízo da perfusão (irrigação) dos membros inferiores, assim como da região mesentérica (intestinos) e renal (rins).

Quando do acometimento das artérias renais, a chamada Estenose da Artéria Renal (E.A.R.), as manifestações clínicas decorrem da hipoperfusão do rim, levando a alterações neuro-humorais, com conseqüente elevação dos níveis pressóricos (hipertensão arterial) e como mais temida a perda progressiva da função renal tendo como desfecho a insuficiência renal.
Além do próprio efeito direto sobre o rim, é sabido que em um período de dois anos, por volta de 1/3 dos pacientes com isquemia renal experimentarão um evento cardiovascular; e o risco de mortalidades está diretamente relacionado à severidade da estenose da artéria renal, pois quando mais grave maior a mortalidade.
A suspeita clinica de que a hipertensão arterial seja causada por uma estenose da artéria renal (H.A.Secundária) deve ser lembrada principalmente em situação como:
          - Jovem com hipertensão severa
          - Aparecimento da hipertensão após os 50 anos
          - Hipertensão de dificil controle (Paciente em uso de mais de 3(três) medicamentos diferentes sendo um destes 1(um) diurético)
          - Piora dos níveis tensionais em paciente previamente controlado
          - Hipertensão arterial maligna com lesão em órgão alvo
          - Hipertrofia ventricular esquerda
          - Distúrbio neurológico
          - Insuficiência renal aguda ou elevação da creatinina com o uso de IECA ou Bloqueadores de receptores de angiotensina.
Atualmente o diagnóstico de estenose da artéria renal pode ser realizado de modo não invasivo através da realização de ultrassonografia renal com duplex scan; tomografia computadorizada e ressonância magnética, permanecendo, no entanto o cateterismo (arteriografia renal) como chamado “padrão ouro” de diagnóstico.
Uma vez diagnosticada, a abordagem da estenose de artéria renal, passa por um tratamento intensivo, qual seja o uso de aspirina, estatinas, controle de diabetes, abstinência do fumo e atividade física.
A Angioplastia com implante de Stent (endoprótese) apresenta-se como ferramenta importante na revascularização da artéria renal, principalmente em situações como:                Hipertensão resistente ao tratamento ou de dificil controle, Edema pulmonar recorrente, e com vistas a preservação da função renal em casos de estenose renal bilateral associada à insuficiência renal em pacientes em diálise, insuficiência renal crônica (creatinina > 2,0mg/dl) em paciente com estenose renal bilateral e estenose de artéria renal em paciente com rim único.
A primeira Angioplastia para artéria renal (ainda sem a utilização de Stent) foi realizada em 1978 em um paciente de 61 anos com hipertensão severa e com ótima resposta ao tratamento com queda dos níveis pressóricos após a Angioplastia.
Em dias atuais o procedimento de Angioplastia renal assemelha-se ao tratamento das lesões de coronárias. A sistemática do trabalho é a cateterização seletiva da artéria renal lesada, ultrapassagem da lesão obstrutiva com um guia metálico bastante fino (0,014”) e através deste realização de pré-dilatação com um pequeno balão ( em situações de lesões críticas), seguido do implante de um Stent metálico.
O Stent renal é especialmente desenhado para uso de vasos periféricos e seu calibre é aproximadamente o dobro do utilizado em artérias coronárias( 5 a 6mm)
Portanto a Angioplastia com implante de Stent para estenose da artéria renal (E.A.R.) hemodinamicamente significante (estenose > 70%, estenose 50-70% que possuam gradiente sistólico > 20mmHg ou gradiente médio >10mmHg), e nas condições clínicas anatômicas citadas anteriormente, permite um melhor controle da hipertensão, diminuição da quantidade de medicação utilizada e sobretudo impacto na função renal.
A intervenção percutânea na E.A.R.; como emprego das técnicas ótimas, inclusive com uso de filtros de proteção distal, é uma realidade nos laboratórios de hemodinâmica, lembrando-se da expressão clínica multifacetada, com interesse e responsabilidade multidisciplinar em áreas tais como: Clinica Médica. Cirurgia Vascular, Radiologia, Nefrologia, Geriatria e Cardiologia. 

A Aterosclerose é a principal causa de mortalidade nos países desenvolvidos e nos ditos em desenvolvimento. No topo das estatísticas encontram-se os eventos vasculares cerebrais (AVCs) e decorrentes de isquemia do coração (angina, infarto agudo do miocárdio).

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