HCI

Anomalia de Coronária

Dr. Renato Sanchez


Paciente, R.A.J., 50 anos, com antecedente de hipertensão, diabetes tipo 2 não insulino dependente e dislipidêmica apresenta angina pectoris em classe funcional II em uso de AAS, sinvastatina, enalapril, metoprolol e isossorbida. Realizou prova funcional (teste ergométrico) positiva para isquemia miocárdica. Optou-se por cateterismo cardíaco que demonstrou ventrículo esquerdo hipertrófico, volume diastólico conservado, com função contrátil preservada e FE=81%. Presença de aterosclerose coronária, coronária direita com lesão grave 70% em 1/3 médio, ramo ventricular posterior com 2° ramo com lesão discreta 40% em origem e ramo descendente posterior com lesão discreta 30% em 1/3 proximal. Descendente anterior exibe origem em seio coronário direito com ateromatose discreta em segmento proximal e lesão grave em 1/3 proximal (segmentar) envolvendo origem 1° grande diagonal. Circunflexa exibe origem em segmento proximal da coronária direita com lesão grave 70% em 1/3 proximal. Devido às variações anatômicas e doença aterosclerótica coronariana grave realizou cirurgia de revascularização do miocárdio (MIE-DA, SAF-CX e SAF-CD) com sucesso.


Discussão
As anomalias das artérias coronarianas resultam de distúrbios que ocorrem na terceira semana do desenvolvimento fetal. Elas são divididas em significativas ou maior, aquelas que ocasionam distúrbios de perfusão miocárdica, e não-significativas ou minor, aquelas em que o fluxo coronário é normal.
Podem ser classificadas em três tipos: anomalias de origem, anomalias de terminação e anomalias de distribuição.Anomalias coronarianas de terminação são as hemodinamicamente significantes mais comuns e tem como exemplo a fístula coronariana arteriovenosa (FCAv),definida como uma anastomose direta e pré¬-capilar entre uma artéria coronariana maior e uma câmara cardíaca ou outro vaso maior. A maioria dos casos de anomalia de origem produz redução de sobrevida, exceto a origem da CD do tronco pulmonar, forma mais rara e de prognóstico em geral benigno. A possibilidade de existir trajeto entre artéria pulmonar e aorta ou presença de obstruções ateroscleróticas faz com que o estudo adequado do vaso anômalo seja fundamental devido à alta incidência de morte súbita, cardiomiopatia e arritmias associadas. Considera-se ainda, que há maior possibilidade de desenvolvimento de aterosclerose do que em coronárias normais.
A aterosclerose pode causar consequências significativas com grave prognóstico, pois se a obstrução for proximal com óstio único não há possibilidade de circulação colateral. Os outros mecanismos envolvidos são: o ângulo agudo formado pela origem do vaso anômalo, determinando um óstio em forma de fenda que pode ser comprimido na sístole e o espasmo coronariano pelo seu movimento de torção. A angiotomografia das artérias coronárias com múltiplos detectores é extremamente útil no diagnóstico, por complementar os achados da cinecoronariografia. O diagnóstico precoce e a intervenção cirúrgica podem produzir resultados satisfatórios em pacientes com anomalias das artérias coronárias, a maioria apresenta alívio dos sintomas.
Os procedimentos foram associados com uma baixa mortalidade precoce e tardia; e poucas complicações.

Publicado em: 04/04/2016 - 08:15:55

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