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Caso Clínico de Dissecção da Aorta Descendente

Paciente, M.A.L, 70 anos, com antecedente de doença pulmonar obstrutiva crônica, hipertensão e dislipidemia apresentou quadro de dor torácica e dorsal de forte intensidade com irradiação para abdome. Evoluiu rapidamente com turgência de jugular, hipofonese de bulhas e hipotensão arterial.

Raio-X de tórax com presença de alargamento de mediastino. Realizou ecocardiograma na sala de emergência que diagnosticou tamponamento cardíaco e houve tratamento ad hoc com pericardiocentese com sucesso e sem intercorrências. Líquido pericárdico com aspecto sanguinolento.

Após estabilização clínica realizou tomografia de tórax com contraste que evidenciou aorta ascendente ectásica, com paredes espessadas, hematoma intramural e aorta descendente com pequeno escape de contraste em sua parede esquerda sugerindo ruptura intimal, derrame pericárdico e infiltrado pulmonar basal bilateral.

Apesar das medidas iniciais, paciente mantém dor torácica e necessita de droga vasoativa (DVA) para estabilização hemodinâmica. Evoluiu com insuficiência renal aguda com necessidade de hemodiálise. Optou-se por cateterismo cardíaco que demonstrou ventrículo esquerdo hipertrófico, volume diastólico conservado e com função contrátil preservada. Presença de aterosclerose coronária, com lesão moderada em segmento proximal da artéria descendente anterior e demais isentas de aterosclerose significativa. Aortografia sugestiva de dissecção de aorta Stanford B e DeBakey tipo III.

Mediante à refratariedade do quadro clínico foi submetida ao tratamento endovascular.

 

TÉCNICA:

 

-Aortografia da Aorta Torácica com cateter Pig Tail 5F pela via braquial direita em projeção oblíqua anterior esquerda.

- Dissecção da artéria femoral comum direita e posicionamento do sistema de entrega 22F sob orientação da origem da artéria subclávia esquerda com auxílio de guia extra-suporte (Landerquist).

-Liberação de Prótese Vascular E-Vita Jotec (Diâmetros Proximal 36mm e Distal 33mm/comprimento 170mm) em Aorta Descendente.

- Aortografias de controle em oblíqua anterior esquerda demonstram posição apropriada da

endoprótese.

Após correção de aneurisma de aorta da descendente por úlcera perfurada com prótese vascular com sucesso, paciente evolui sem sintomas álgicos e melhoras hemodinâmica sem necessidade de DVA e da função renal com suspensão da hemodiálise.

Dr. Renato Sanchez

Publicado em: 10/01/2017 - 13:25:32

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