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Boletim Informativo Nº 50
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Tratamento endovascular do AVC isquêmico agudo

Dr. Luciano José da Silveira filho

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda causa de morte entre os brasileiros, e a principal causa de incapacidade no mundo.

 

Aproximadamente 70% das pessoas não retorna ao trabalho após um AVC devido às sequelas e, 50% ficam dependentes de outras pessoas. Pode ocorrer em qualquer idade, mais frequente nos idosos e pessoas com patologias cardiovasculares.

 

A incidência do AVC vem crescendo e a Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization) prevê que uma a cada seis pessoas no mundo terá um AVC ao longo de sua vida.

 

É dividido em AVC isquêmico em que ocorre a obstrução ou redução do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral sendo responsável por 85% dos casos; e AVC hemorrágico onde ocorre a ruptura espontânea de um vaso, com extravazamento de sangue para o interior do cérebro (hemorragia intracerebral), para o sistema ventricular (hemorragia intraventricular) e/ou espaço subaracnóideo (hemorragia subaracnóide). Os sintomas são caracterizados por surgimento de um déficit neurológico súbito e/ou cefaleia, este último comum nos casos de hemorragia.

 

Atualmente contamos com tratamento nos casos de hemorragia e também na isquemia.

 

No AVC isquêmico o tratamento consiste na reperfusão do território vascular acometido e está indicado na fase aguda, ou seja, nas primeiras horas dos sintomas. Em determinadas situações é possível usar a terapia com trombolíticos (rtPA) que pode dissolver o coágulo, com a possibilidade de uma boa recuperação para o paciente.

 

Quando o vaso (artéria intracraniana) tem um grande calibre, pode-se remover esse coágulo de forma mecânica e minimamente invasiva através uma técnica denominada trombectomia mecânica que consiste em acessar as artérias intracranianas e chegar ao ponto da oclusão aguda. O procedimento é geralmente realizado via acesso arterial femoral ou radial.

 

Na trombectomia mecânica a remoção do trombo agudo pode ser realizada com stent retriever e/ou aspiração direta com cateteres específicos. A janela terapêutica para a realização deste procedimento é de até 24 horas em casos selecionados, onde há uma zona de penumbra (sem isquemia estabelecida) no território vascular acometido.

 

O tratamento endovascular vem evoluindo bastante e o atendimento nos casos de AVC é prioridade. A Santa Casa de Ribeirão Preto em parceria com a HCI conta com equipe especializada no tratamento do AVC isquêmico na fase aguda.

 

 

Trombectomia mecânica no AVC isquêmico (HCI)

 

Figuras 1 e 2 - Oclusão da artéria cerebral média esquerda

Figura 3 - Trombo junto ao Stent retriever

Figuras 4 e 5 - Controle final após trombectomia com stent retriever mostrando reperfusão vascular total

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